Após ser adiado por seis vezes, está marcado para amanhã (03), o julgamento dos réus Benigno Lima Viera Junior e Alef Araújo Ferreira, acusados de matarem a tiros o jovem Ítalo Gabriel Sousa da Silva, de 21 anos, em 2021, na cidade de Imperatriz. O julgamento vai ocorrer no Fórum Henrique de La Rocque Almeida, às 8h30, em Imperatriz.
O último adiamento ocorreu a pedido de um dos advogados dos réus, que alegou abalo emocional decorrente de uma situação pessoal, envolvendo o filho dele, investigado pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver de um empresário que era proprietário de um lava-jato em Imperatriz, Francisco de Assis Dias, conhecido como Jackson. Foi o próprio advogado que acionou as autoridades sobre o crime a qual o filho é acusado. O julgamento deveria ter ocorrido no dia 20 de março.
Outros adiamentos do julgamento
O julgamento dos acusados de matarem o jovem Ítalo Gabriel já tinha sido adiado cinco vezes, sendo que na última vez foi anulado após 14 horas de julgamento, porque segundo o TJMA, o Ministério Público mencionou o direito ao silêncio do réu, o que é proibido pelo artigo 478, inciso II, do Código de Processo Penal.
O deferimento do novo adiamento do julgamento foi assinado pelo juiz Glender Malheiros Guimarães, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz. Na decisão, é reconhecido que a sucessão de adiamentos do caso também é inacreditável aos olhos do magistrado, mas que “a causa do abalo emocional narrado equipara-se a uma situação de força maior tendo em vista a surpresa, imprevisibilidade e inevitabilidade da situação”.
O crime
Gabriel Sousa da Silva foi morto a tiros ao sair de um clube no Parque Santa Lúcia. De acordo com o processo, Benigno Lima Vieira Júnior teria puxado Ítalo pela camisa e desferido três tiros, dos quais pelo menos dois atingiram o tórax da vítima, que morreu em seguida.
Alef Araújo Ferreira é apontado como cúmplice no crime. Após o ocorrido, os acusados fugiram, sendo presos depois: Alef em fevereiro de 2022 e Benigno, conhecido como “Ben 10”, foi capturado no mesmo ano em um condomínio na Praia de Iracema, em Fortaleza-CE.
O caso gerou grande repercussão em Imperatriz, com familiares e amigos realizando passeatas e atos de protesto em frente à Delegacia Regional de Imperatriz, clamando por justiça para Ítalo Gabriel.